sexta-feira, 27 de junho de 2008

PLANTAS MEDICINAIS


Alcachofra
Cynara Scolymus L.
A alcachofra é uma planta originaria da região do mediterrâneo, considerada durante muito tempo como hortaliça rara, difundida mundialmente, principalmente com finalidade alimentícia, sendo utilizada suas brácteas frescas. Não só utilizada como alimento, mas também com importante função medicinal, recebendo dos árabes o nome de al-karsaf.
O nome genérico Cynara vem do latim canina, que se refere a semelhança dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro.
Para fins medicinais tem-se utilizado as folhas para uma ampla variedade de males, inclusive o diabetes. Desde suas primeiras preparações, sejam elas alimentícias ou medicinais já se observava importante função digestiva, provavelmente devido ao forte estímulo ao fígado que a mesma exerce. Suas folhas possui atividade sobre a vesícula, protetora do fígado, melhoramento da função renal, da digestão, auxiliando ainda na eliminação de pedras na vesícula e ajudando a baixar o colesterol e o açucar no sangue.
Seu uso é internacionalmente aprovado para uso como medicação para o fígado e a vesicúla biliar. Na França por exemplo a legislação sobre medicamentos à base de plantas permite a utilização de folhas para chá, droga moída, ou extratos hidroalcoólicos com as indicações tradicionalmente usadas como colérico, colagogo e para promover a eliminação renal de água. Também na Alemanha, há comercialização da droga moída, suco fresco da planta e outras preparações com a indicação de colerético.
Ensaios clínicos realizados com o suco de suas folhas e os botões florais, ambos contendo cinarina, provocaram abaixamento acentuado de colesterol total, colesterol LDL e triglicéridios, enquanto aumentaram o colesterol HDL (bom colesterol), através de uma forte estimulação metabólico enzimatíca.
A cinarina possui propriedades anti-hepatotóxica, estimulando as funções do fígado. Atribui se a oxidase (enzima hidrossolúvel), sua propriedade hipoglicemiante.
Dentre seus constituintes podemos destacar a presença das cinarinas, sais minerais, ácido clorogênico, ácido caféico, mucilagens, pectina, tanino, ácidos orgânicos (málico, glicérico e glicólico), glicosídeos (A e B), cinaropicrina, enzimas e pró-vitamina-A.
BELADONA
Atropa Belladona L.
O nome generico dado por Lineu, vem de Àtropos, uma das três moiras, - as Parcas dos romanos – divindades que presidiam ao destino dos homens e dos deuses. Átropos, a inflexível, a cruel, empunhava uma tesoura, com o qual cortava o fio da vida.
O nome específico origina-se da utilização habitual da planta pelas mulheres do medievo: com o suco dos frutos amorado e tendente ao anil, pintavam as comissuras das pálpebras, dando a impressão de serem os olhos mais rasgados, recurso ainda usado na maquilagem de nossos dias; ainda mais frequente era pingarem o sumo dos frutos dentro dos olhos, embelezando-os, pois ficavam maiores e mais brilhantes, devido à dilatação das pupilas pela ação da atropina.
Considerado a erva dos sonhos voluptuosos, provocador de sonhos lascivos e delirantes, beladona era a erva medieval dos filtros de amor e do ungüento das bruxas . Conta Andrés de Laguna que, no ano de 1545, em Metz, experimentou um desses ungüentos na mulher de um carrasco que, por ciúmes do marido, havia perdido o sono e ficado frenética. Sob os efeitos do ungüento, ela caiu em sono profundo, do qual parecia jamais despertar. Laguna só conseguiu despertá-la 36 horas depois , ainda em estado delirante.
Tem sido utilizado pelas populações antigas para tratar problemas como asma, coqueluche, colicas intestinais e renais. Possui forte ação relaxante da musculatura lisa. Era utilizado ainda em alguns casos de epilepsia e para diminuir suores noturnos de tuberculosos.
A beladona é considerada uma erva altamente tóxica, tendo sido empregada como veneno desde tempos antigos. Casos graves de intoxicação tem sido relatado, principalmente devido ao uso indiscriminado pelos toxicômanos, que buscam na plantas seus efeitos alucinógenos. Sua açao sobre o SNC ( Sistema Nervovo Central), se deve principalmente ao composto hiosciamina em relação à escopolamina.
As folhas de beladona, contêm em média 0,30 0,50% de alcalóides, sendo o principal hioscinamina. Pequena quantidade de bases voláteis como nicotina, e N-metilpirrolina estão presentes, bem como glicosídeos flavônicos e as cumarinas escopoletina e escopolina. São encontrados também, higrina, higrolina, cuscoigrina, tropinona, tropina, pseudotropina e nove ésteres de tropanol. Além destes, encontra-se beladomina ( um produto de degradação, derivado da condensação da apoatropina).
A ingestão de qualquer parte da planta pode causar secura da boca, diminuição das secreções sudoríparas, dificuldade de acomodação visual, vermelhidão e secura da pele, hipertermia, taquicardia alucinações e cãimbras.
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Alecrim
Rosmarinus officinalis L
Usado desde a antiguidade o alecrim era usado nos casamentos como símbolo de fidelidade e servia para a grinalda das noivas. Os brotos, no vinho, asseguravam a felicidade do casal e tinha reputação de desenvolver a memória. Conta-se que o alecrim era usado pelas moças para adivinhar qual seria seu futuro marido, e que a planta só crescia para as pessoas honestas e só dava flores se a mulher era uma boa dona de casa.
Nas casa de umbanda, é usada para defumar ambientes, proteçao e limpeza espiritual, dedicada a oxalá, em banhos de amaci, na iniciaçao, etc. Nas defumações o alecrim está presente nas dedicações à Xangô, Iemanjá, e Oxum, ao lado de incenso de alfazema e benjoin.
Planta de muitas utilidades, é considerado um tônico geral da circulação sanguínia e do sistema nervoso. Exerce sua ação principal à nível das paredes dos vasos, aumentando a irrigação periférica e a pressão arterial. É ligeiramente diurético estimulando as funções renais. È digestivo, reduzindo a formação excessiva de gases, auxiliando também na digestão de gorduras. Possui também um efeito hepatoprotetor, e uma atividade antiinflamatória, sendo utilizada para aliviar problemas decorrentes de afecções reumáticas e articulares, demonstrado por Alcarez Jimenez no teste de carragenina.
Externamente tem sido utilizado para estimular a circulação sanguinia e o crescimento capilar, prevenindo a queda de calelos e ainda com função anti-caspa.
Ensaios farmacológicos comprovaram suas propriedades espasmolíticas sobre a vesícula e duodeno, juntamente com sua função colérica, protetora hepática, e anti-tumoral. Possui ação anti-séptica, inibindo o crescimento da salmonela, escherichia e estafilococos. Tem demonstrado ainda uma uma atividade notável na captura de radicais livres e inibe o mecanismo que conduz à hepatite tóxica.
Em seus constituintes do oleo essencial encontram-se:
_ Pineno
Canfeno
Cineol
Borneol
Acetato de bornila
Cânfora
Diterpenos – além de acidos orgânicos, saponinas traços de alcalóides e taninos.
Centela
Centella Aziática L
Há mais de 3.000 anos os povos da India, Africa, e das ilhas do Oceano Índico, utilizavam a centela para tratar lesões cutãneas. Mas só à partir de 1941, se comprovou a composição quimica desta planta. È uma planta altamente disseminada no Brasil, sendo encontrada em varias regiões, onde é considerada uma planta daninha, principalmente nas pastagensda região sul.
Adquiriu maior importância desde que o bioquímico francês Jules Lépine, descobriu que a planta possui um alcalóide que pode rejuvenecer o cérebro, os nervos e as glândulas endócrinas. Conhecida pelos chineses, como fo-ti-tieng, pode ser comparada ao nosso ginseng (Pfaffia Panicullata), constituindo umas das mais importantes plantas com efeito energético sem efeitos cumulativos no organismo. Tem sido utilizada ainda para ativar a circulação sanguínia, e como coadjuvante no tratamento de doenças vasculares periféricas, sendo ainda empregada como depurativo, cicatrizante, queima de gorduras localizadas, diminuição de estrias e celulite. Externamente pode ser empregada como um antiinflamatório e cicatrizante.
Estudos recentes tem comprovado que a fração triterpênica da centela, atua normalizando a produção de colágeno à nível dos fibroblastos, promovendo o restabelecimento da trama colágena normal flexível e consequente “ desencarceramento” das células adiposas, permitindo a liberação da gordura localizada graças à possibilidade de penetração das enzimas lipolíticas. Promove a normalização das trocas metabólicas entre a corrente sanguínia e os adipócitos. Esta função é ainda auxiliada pela melhora da circulação venosa de retorno e pela diminuição da fragilidade capilar, que combate os processos degenerativos do tecido venoso. È também responsável pela fixação de prolina e alanina, elementos fundamentais na formação de colágeno e desta forma contribuindo para sustentação dos tecidos, diminuindo a flacidez. Ainda com ação direta sobre edemas de origem venosa, aqueles famosos vasinhos que aparecem na pele; age orientando a circulação sanguínia, e ainda diminuindo celulites localizadas.
Em outro estudo controlado com placebo que reuniu 52 pacientes com insuficiência venosa comparou os efeitos da centella asiática com 180 mg dia e 90 mg dia contra placebo.[21] Depois de 4 semanas de tratamento, pesquisadores observaram uma melhora em várias medidas de função das veias em todos os pacientes tratados, mas não no grupo placebo. Eles também concluíram que a dose maior foi mais eficaz do que a dose menor.
CONSTITUINTES: Alcalóides, saponinas, óleos essenciais, flavonóides, quercetina, cânfora, cineol.
Da fração triterpênica foram encontrados os seguintes compostos.
Àcido asiático 30%
Ácido madecássico 30 %
Àcido ásiaticosídeo 40 %
Açúcares, aminoácidos, sais minerais, ácidos graxos e resinas.

AÇAFRÃO
Curcuma Longa L
Planta extremamente arraigada à cultura indiana, tanto na medicina como na culinária, sendo que este país é responsável pela produção de 90 % de toda cúrcuma produzida no mundo. No Brasil a cúrcuma é chamada de açafrão, principalmente nas regiões de Minas Gerais e Goiás, mas não podemos confundir a cúrcuma com o verdadeiro açafrão o Crocus sativus só por que os dois possuem a coloração amarelada. A cúrcuma também é conhecida como açafrão-da-terra, açafrão-da-índia, e a planta como um todo é chamada de açafroeira. O ciclo é de aproximadamente oito meses; pode variar algumas semanas dependendo da fertilidade do solo e do sistema de irrigação implantado. A planta pode atingir cerca de um metro e meio de altura, e produz folhas grandes de verde escuro intenso brilhante. Colhem-se os rizomas quando as folhas secarem. Isto normalmente irá ocorrer no período de seca, que para a região do centro-oeste e sudeste ocorre nos meses de junho a agosto. Se por acaso não colher os rizomas eles irão brotar quando iniciarem as chuvas e o período quente. Este ciclo irá se repetir indefinidamente. Antigamente, os bandeirantes saíam à procura de pedras preciosas pelos rincões brasileiros, e para demarcar as regiões já garimpadas eles plantavam alguns rizomas de cúrcuma, e com isso esta planta se difundiu por várias regiões.
Esta é uma planta que realmente dá gosto de trabalhar, pois é empregada para uma infinidade de doenças. E a cada dia aparecem novas descobertas. De forma bastante sucinta podemos dizer que esta planta possui uma ação anti-séptica fantástica. É empregada no tratamento de feridas, úlceras de decúbito, machucados e ferimentos em geral devido à sua ação antiinflamatória e cicatrizante. É usada como antimicótico, em inflamações de articulações, no controle do colesterol estimulando a produção e eliminação da bile. Está sendo muito usada para o tratamento de alguns tipos de câncer; possui ação antiviral, sendo empregada como coadjuvante no tratamento da AIDS. Possui ação antioxidante, auxiliando no combate a radicais livres. No uso externo consegue apresentar uma ação parecida com os corticóides, sendo empregada no tratamento da psoríase, e demais doenças na pele, retirando inclusive a sensação de coceira.
Ensaios farmacológicos comprovaram ação colerética, estimulante da secreção da bílis, o que justifica seu uso como medicamento para os casos de prisão de ventre habitual e para auxiliar a digestão. É usada também para o tratamento de cálculo biliar, icterícia, e outras disfunções hepáticas. Possui ação hipoglicemiante, e atividade anti-inflamatoria, análoga a da fenilbutazona. O extrato aquoso do açafrão inibiu o veneno da cobra naja, e conseguiu diminuir o efeito letal do veneno da jararaca (Bothrops jararaca), e o efeito do veneno da cascavel (Crotalus durissus terrificus), inclusive com pesquisas bem adiantadas, onde tem se evidenciado a inibição do crescimento de alguns tipos de tumores.
Entre seus constituintes podemos destacar a presença de curcumina ( de coloração amarela), acídos graxos, carvona, cineol, felandreno, niacina, riboflavina, saponina, turmerona, entre outros.
Guaco
Mikania glomerata S.
Há muito a medicina popular receita o guaco (Mikania glomerata e Mikania laevigata) para problemas respiratórios. Já em 1942, a primeira farmacopéia (guia de plantas medicinais) brasileira, escrita por Pio Correa, recomendava a erva para chás e xaropes expectorantes, graças à sua riqueza em cumarina. Agora se descobre que as propriedades fitoterápicas dessa erva nativa da Mata Atlântica vão muito além do seu uso popular: em pesquisas coordenadas por Vera Lúcia Garcia Rehder no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foram comprovados os efeitos do guaco contra câncer, úlcera e afecção por microrganismo, além de prevenção da cárie e da placa bacteriana dos dentes.Verificou-se, por exemplo, que simples bochechos com guaco podem evitar a cárie e a placa dental bacteriana. Os resultados foram obtidos com experimentação in vitro feita durante um ano e meio pelo grupo de Jaime Cury e Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp, com a ajuda do pesquisador Hyun Koo, da Universidade de Rochester em Nova York. A ação terapêutica foi eficiente contra estreptococos do grupo mutans, responsáveis pelo desenvolvimento do processo da cárie e também da placa dental. Os testes mostraram que, além da capacidade de inibir ou mesmo matar as bactérias, o efeito foi obtido em concentrações baixas - o que motivou o grupo para a busca de uma patente de medicamento.
Estudos tem comprovado sua eficácia, nos casos de Ulcera gàstrica, alguns tipos de câncer, broncodilatação, antitussígeno, expectorante e algumas infecções bacterianas. Se atribui seus efeitos antiulcerogênico, às cumarinas presentes na folha, que tem a função de diminuir a secreção de ácido no estômago. Essa diminuição é conseqüência do bloqueio dos receptores do neurotransmissor acetilcolina.Os mesmos receptores também estão presentes no sistema respiratório e sua estimulação, pela acetilcolina, produz broncoconstrição e aumento de secreção. Assim, o bloqueio desses receptores pelos princípios ativos do guaco provoca a broncodilatação e a diminuição da secreção brônquica. Portanto, o mesmo mecanismo envolvido na atividade antiulcerogênica do guaco é considerado responsável pela atividade broncodilatadora e antisecretora que ele exerce no sistema respiratório. O estudo de atividade antiulcerogênica do guaco é objeto de tese de doutorado da farmacêutica Aparecida Érica Bighetti, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, orientada por Carvalho.Contra melanoma -A fase atual é de estudo de outras substâncias, como os ácidos diterpênicos, nos princípios ativos do guaco que atuam contra o câncer. Carvalho testou o extrato de guaco in vitro em cinco linhagens tumorais - mama, mama resistente a medicamentos conhecidos, melanoma, leucemia e pulmão. Os resultados apontaram uma forte ação inibidora sobre o crescimento e a morte das células tumorais humanas. Sua ação foi mais eficiente no melanoma, com 78% de morte de células. Nos demais tumores, o índice ficou entre 40% e 50%. "Cada tipo de câncer", lembra Carvalho, "é uma doença, com etiologia, evolução e tratamento próprios e, portanto, é praticamente impossível a descoberta de uma única droga eficaz em todos os tipos de câncer.Constituintes: Taninos, saponinas, resinas, guacina, cumarinas, guacosídeo, di e sesquiterpenos.

Garra-do-diabo
Aspectos botânicos: Planta rasteira perene, da família das Pedaliáceas, caracterizada por apresentar tubérculos de até 20 cm, múltiplos talos, folhas lobuladas, dentadas e com aproximadamente 7 cm. Flores com forma de trombeta com até 6 cm, roxo – avermelhadas, que aparecem na primavera e de frutos capsulares, descentes de até 10 cm, e que possuem “ganchos” de 2,5 cm, que lhe permitem aderir a pele dos animais facilitando sua dispersão.
É uma espécie silvestre, pouco cultivada, nativa das terras arenosas do deserto de Kalahari, nos territórios da Namíbia, Botswana e Transvaal (África do Sul).
A garra do diabo foi introduzida na medicina ocidental por um sul-africano chamado G. Mehnert que observou que alguns nativos utilizavam as decocções dos tubérculos secos em casos de reumatismos e obstipação intestinal. Por outro lado, outras tribos a empregavam como tônico- amargo em afecções digestivas e também como analgésicos e anti-térmico. A investigação científica iniciou-se a partir do ano de 1960 por cientistas europeus. Pela ação dos hetereosideosiridóides e do beta-sitosterol, a garra-do-diabo desempenha sua principal propriedade, a de anti-inflamatória, por mecanismos de inibição da síntese de protaglandinas interferindo na permeabilidade da membrana celular e influenciando a inibição daprotaglandina sintetase; o harpagoside possui ação antiepasmódica.
A garra-do-diabo favorece um aumento da atividade do fígado estimulando a desintoxicação especialmente quanto a eliminação da uréia. Possui também efeito estimulante sobre a vesícula e o fígado. É amplamente usada pelos nativos africanos para tratar doenças reumáticas, artrite, artrose, gota, reumatismo, dispepsia, falta de apetite.
É analgésico e anti-inflamatório ( principalmente em processos crônicos); diurético e laxante suave; uricosúrico e hipocolesterolemiante.
Princípios ativos: Iridóides, compostos fenólicos, açúcares, óleos essenciais, sitosterol, terpenos, flavonóides, aminoácidos, resinas.
Partes utilizadas: Raízes secundárias, colhidas principalmente no outono.


Urtiga
Urtiga Dioca L.
A urtiga é uma planta perene, de porte ereto, com altura que pode atingir até 2 metros. É possível encontrar a urtiga em várias partes do mundo, em regiões de clima temperado e tropical. A planta possui seu caule e suas folhas recobertos por pêlos, que causam coceira e irritação quando em contato com a pele. Esses pêlos minúsculos perfuram a pele e liberam um fluido venenoso que irrita e inflama a pele, embora em alguns locais ainda se utilizem suas folhas na alimentação, inclusive por algumas pessoas, com a finalidade de perder peso, por sua ação diurética.
Na medicina tradicional esta planta tem sido usada de longa data em quase todo o mundo, com propriedades anti-reumáticas, anti-séptica, bactericida, adstringente, diurético, depurativo estimulante circulatório, anti-anêmico, emenagogo, afrodizíaco, hipoglicêmico, hipotensivo, vasodilatador e vermífugo. Tem sido utilizada na medicina caseira para tratar hemorragias, anemias, reumatismo gotoso, diarréias, como complemento alimentar, nas infecções urinarias e hiperplasia prostática ( o aumento benigno da próstata).
Vem sendo pesquisada como uma alternativa segura, nos casos de rinite alérgica crônica, devido a presença de uma substância anti-histaminica. Em outro estudo, conduzido com pacientes com problemas decorrentes da próstata ( hiperplasia prostática), se utilizou as raízes de urtiga, juntamente como pó dos frutos da palmeira sabal pawmetto, popularmente conhecido por sal palmeto, onde mostrou-se uma inibição dos metabólitos da testosterona e estrogênio, provando ser um tratamento eficaz e alternativo nos problemas da próstata. Em um estudo recente, foram identificadas uma substância ativa nas folhas, a secretina que possui a propriedade de facilitar a digestão. Em aplicações externas, na forma de loção pode ser utilizada para favorecer o crescimento dos cabelos e no tratamento da caspa, seborréia e queda de cabelos.
Dentre seus constituintes podemos destacar a presença de: Taninos, mucilagens, vitaminas A, B, B2, B5, sais minerais ( S, Si, K, Ca, Na); clorofila, ácidos graxos, fitosteról (beta-sitosterol), carotenóides, flavonóides (glicosídeos da quercetina), e secretina.

Arruda
Ruta Graveolens L
Não é fácil determinar quando surgiu a fama da arruda (Ruta graveolens) como erva protetora. O que se sabe é que em culturas muito antigas, são encontradas referências sobre seus poderes contra as "más vibrações" e seu uso na magia e religião. Na Grécia antiga, ela era usada para tratar diversas enfermidades, mas seu ponto forte era mesmo contra as forças do mal. Já as experientes mulheres romanas costumavam andar pelas ruas sempre carregando um ramo de arruda na mão - diziam que era para se defenderem contra doenças contagiosas mas, principalmente, para afastar todos os males que iam além do corpo físico (e aí se incluíam as feitiçarias, mau-olhado, sortilégios, etc.).Na Idade Média - época em que acreditava-se que as bruxas só poderiam ser destruídas com grandes poderes como o do fogo - a arruda reafirmou sua fama, pois seus ramos eram usados como proteção contra as feiticeiras e, ainda, serviam para aspergir água benta nos fiéis em missas solenes. O uso desta planta nas práticas mágicas do passado é impressionante. Em todas as referências pesquisadas, encontrei receitas que empregam a arruda como ingrediente. William Shakespeare, na obra Hamlet, se refere à arruda como sendo "a erva sagrada dos domingos". Dizem que ela passou a ser chamada assim, porque nos rituais de exorcismo, realizados aos domingos, costumava-se fazer um preparado à base de vinho e arruda que era ingerido pelos "possessos" antes de serem exorcizados pelos padres.Dioscórides, médico dos exércitos de Nero, que viveu na Grécia no século I, de nossa era, já apregoava os valores mágicos da arruda quando dizia que a planta tinha grande força contra os espiritos malígnos e contra toda sorte de feitiçaria. A fama atravessou séculos e fronteiras: no tempo do Brasil Colonial a arruda podia ser vista com freqüência, repetindo a performance dos tempos antigos, só que desta vez, associada aos rituais africanos. Ainda hoje encontramos, nas fazenda algumas pessoas que continuam os rituais “mágicos”, de tempos atrás, ou simplesmente com um galho de arruda atrás da orelha, ou pelo menos na entrada de casa.
Na medicina caseira tem-se utilizado a arruda na forma de chá, no tratmento de desordens menstruais, inflamações da pele, febre, câimbras, doenças do figado, verminose. Seu estudo fitoquímico, encontram se compostos importantes, como a rutina que possui a propriedade de reforçar os vasos sanguínios. Ensaios farmacológicos tem comprovado eficácia, nos casos de vermes, febres e como abortivo, comprovado experimentalmente, pela administração do extrato alcoólico das folhas a ratas prenhes.
Em seus constituintes, encontram-se os seguintes compostos: Metilmonil, metilhenonilcaeminol, fenóis, compostos terpênicos, alcalóides, rutina, arborinina, graveolinina. Xantonina., entre outros.
A arruda não deve ser usado durante a gravidez, devido ao seu alto poder hemorrágico, ou por pessoas com pele senível, devido à presença das furanocumarias que aumentam a senssibilidade da pele.

Erva – Baleeira
(Cordia verbenacea DC)
A erva baleeira é uma planta nativa da Mata Atlântica, tambem conhecida pelo nome de maria-milagrosa, e é a base de um antiinflamatório poderoso que vem atraindo a atenção de laborotórios com interesse comercial. No entanto, há séculos, nossos indígenas já sabiam disso: registros na obra "De Medicina Brasiliensi", de Gulielmus Piso, indicam que os indígenas brasileiros utilizavam esta planta como um poderoso antiinflamatório. Ainda hoje, a medicina popular se rende aos poderes da erva-baleeira, especialmente nas comunidades litorâneas, onde ela é usada na forma de pomada, extrato ou folhas maceradas para curar ferimentos provocados por acidentes com peixes nas pescarias. Especula-se, inclusive, que o nome "baleeira" seja inspirado justamente nesta associação com o uso da planta por pescadores e por ser abundante nas regiões litorâneas.
Seu uso popular é largo e variado: é usada contra artrite, reumatismo, artrose, contusões e em todo tipo de inflamação, inclusive na forma de bochechos para aliviar dores de dente e tratar inflamações bucais. Além disso, é indicada contra úlceras. Seus poderes como cicatrizante e antiinflamatória é que fizeram a fama desta planta. Em algumas regiões, as folhas da erva-baleeira são cozidas e aplicadas sobre feridas para acelerar a cicatrização.
Segundo José Roberto Lazzarini, diretor médico e de pesquisa e desenvolvimento da Aché, empresa que vai lançar o antiinfamatório à base de erva-baleeira, em forma de creme com o nome comercial de Acheflan, "trata-se do primeiro antiinflamatório tópico feito a partir do extrato de uma planta brasileira - existem antiinflamatórios de plantas medicinais, mas de outras origens, como África e outros países".
Patenteado no Brasil e no exterior, o novo produto pertence à classe dos fitomedicamentos, fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas. Pela regulamentação da Anvisa, eles nunca podem ser misturados a princípios ativos sintéticos, vitaminas ou minerais. Além disso, as mesmas normas aplicadas para a produção de medicamentos devem ser seguidas para a produção de fitomedicamentos, como a comprovação de eficácia e de segurança. Há mais de 12 anos, o farmacologista Jayme Sertié, da Universidade de São Paulo, coordenou uma equipe que isolou a Artemetina - substância (flavonóide) presente nas folhas da erva-baleeira, que apresenta poderosa ação antiinflamatória e cicatrizante. Além da Artemetina, análises dos componentes orgânicos desta planta revelou a presença de outros flavonóides, triterpenos, óleo essencial, alontóina, açúcares. Na medicina popular, esta erva é utilizada como anti-helmíntica. A erva-baleeira tem a propriedade de paralisar os vermes intestinais (lombrigas e oxiúros) e ajudar a eliminá-los. Outros usos populares desta erva são na eliminação de furúnculos e no clareamento de manchas na pele. No Brasil, esta planta é muito utilizada para repelir insetos: as pessoas plantam-na em volta da casa para afastar os insetos em geral.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa
Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
Casa dos chás, rua Sete de Setembro, 1226. 3032-2077
Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida
SALSAPARRILHA
Smilax Japicanga G
Existem no Brasil pelo menos umas 10 espécies deste gênero ou espécies parecidas, com características, composição química, e nomes populares mais ou menos semelhantes, o que por vezes dificulta sua identificação taxonômica. A salsaparrilha pertence à família botânica das liláceas, e de toda a planta, apenas se utilizam as raízes na preparação de produtos para fins medicinais As substâncias fitoquímicas conhecidas nas raízes de salsaparrilha São as seguintes; potássio, vários glúcidos (amido, glucose, manose), colina, sarsapogenina (uma sapogenina esteróidica), e uma saponina esteróidica, o sarsaponósido ou sarsasaponina, que por hidrólise ácida origina uma molécula de sarsapogenina, duas moléculas de glucose e uma molécula de ramnose.
Esta planta vem sendo utilizada há séculos pelos povos indígenas das Américas contra impotência, reumatismo, proplemas de pele, e como um tonificante. O uso de suas raízes pelos Ameríndios no século XV, incentivou os navegadores Europeus a levarem esta planta e recomendá-la como medicamento puficador do sangue, diurético e energètico. Oficialmente a salsaparrilha passou a pertencer a farmacopéia Americana, por volta de 1820 a 1910 para o tratamento da sìfilis. Mais tarde, na China estudos clínicos, demonstraram que seu extrato foi eficáz contra a sífilis em 90% dos casos agudos e 50% dos casos crônicos. Em 1959 foi aprovado seu uso como coadjuvante no tratamento da lepra. As propriedades farmacológicas desta plantas são atribuídas à um grupode saponinas e esteróides existentes em suas raízes. Em suas indicações fitoterápicas, ainda são utilizadas suas raízes para nefrite, artrite, reumatismo, acido úrico e algumas dermatites cutânes como psoríase e eczemas.
Suas propriedades diuréticas se explicam pela ação das saponinas esteróidas , as quais apresentam ação osmótica direta e indireta por estimulação do epitélio renal, favorecendo a escreção do ácido ùrico e uréia. Algumas destas saponinas esteróides, podem ser transformadas quimicamente em esteróides humanos como estrogênio e testosterona. Estas conversões são feitas com o recurso, não só às técnicas da química orgânica, mas também e particularmente às biotecnologias de fermentação que se apoiam nas capacidades metabólicas de variados microrganismos, que fazem a conversão de umas substâncias noutras. Inclusive vem sendo utilizado por alguns laboratórios como alternativa ao ganho de massa muscular, ainda não comprovados cientificamente, devido ao aumento do nível de testosterona o que proporcionaria um aumento do níveis do hormônio GH, considerado o hormônio do crescimento, e desta forma aumentando a massa muscular. Diante destas evidências pesquisadores norte americanos, propuseram a utilização do extracto total de salsaparrilha da Jamaica como produto ergogénico e proteo-anabolizante. Possui ainda a vantagem de não provocar retenção hídrica, e pelo contrário provocar uma eliminação fisiológica da água e sódio retidos excessivamente, sem provocar depleção de potássio e outros minerais e oligoelementos indispensáveis ao normal funcionamento orgânico.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa
Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
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Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida
Mil-folhas
Achillea Millefolium L
Planta herbácea, perene e rústica, folhas estreitas, aromáticas, muito recortadas e verde acinzentada escura; rica em vitaminas e minerais. As flores são pequenas, esbranquiçadas, por vezes cor de rosa; os cachos de cheiro pungente aparecem do Verão ao Outono.Planta perene, invasora, solo bem drenado, permeável e ensolarado, progride em solos pobres; planta subtropical e de altitude, plantar com 40 cm entre as plantas, e com 70 cm a 1 m entre fileiras. Sua origem é Européia, América do Norte, Norte da Ásia e sul da Austrália.O nome desta erva está ligada ao herói Aquiles, que acreditava-se teria se beneficiado dos poderes curativos da aquiléa desde seu nascimento, quando sua mãe o mergulhou numa infusão para que se tornasse invencível. Segurou-o pelos calcanhares, que se tornaram seu ponto fraco. Além disso, o centauro Quíron teria ensinado a Aquiles a curar seus soldados das feridas de guerra com a erva. Conta a lenda que a planta era ainda utilizada em amuletos de proteção de diversos males como cegueira e ladrões e quando colocada debaixo do travesseiro fazia sonhar com o príncipe; os druidas usavam caules de milefólio para adivinhar o tempo e na China era usado para ler o I-Ching.
Há séculos vem sendo utilizada para diversos males. Suas folhas são ricas em vitaminas e minerais. Combate dor de cabeça e má digestão, cólica menstrual, hemorróida, úlcera gástrica e gastrite, coadjuvante no combate a cálculos renais, calmante, cardíaco, para hemorragias do nariz, facilita a menstruação, cólicas, instestino e rins, ajuda combater enurese nas crianças; bom para circulação, gota e ainda com ação anti-septica.
O cineol é o principal responsável pela ação anti-septica da planta, e o proazuleno pela sua ação adstringente. O óleo essencial age fechando os poros dilatados, retirando impurezas e o excesso de oleosidade da pele. Por estes e outros constituintes podemos usá-la com certa tranquilidade inclusive para inflamações gástricas e intestinais, principalmente quando este estiverem mais associados a problemas biliares. É ainda um excelente estimulante do apetite em casos de anorexia nervosa. Considerada ainda por alguns nativos uma planta de grande importância, no auxílio a mulheres que desejam a gravidez, mas possuem dificuldade, induzindo assim a mulher a melhorar sua fertilidade.
Dentre seus compostos podemos destacar o cineol, borneol, cânfora, azuleno, aminoácidos, taninos, mucilagens, resinas, alcalóides(aquileina), cumarinas, betaínas, ácido clorogênico, àcido salicílico e caféico, acidos graxos, beta-citosterol e flavonóides dentre outros menos estudados, e possivelmente também de grande importãncia.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa
Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
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BARDANA
(Arctium Lappa)

Da mesma família da margarida - Asteraceae (ex-Compositae), a bardana (gênero Arctium, espécie Arctium lappa) é originária das regiões temperadas da Europa, sendo muito comum em Portugal, França e Itália. Na América do Sul, nasce espontaneamente até a Argentina e está bem aclimatada no Brasil.Tudo indica que o Japão foi o primeiro país a cultivá-la para o consumo mais intenso.
Cresce ao longo de estradas e em terrenos em que abundem substâncias orgânicas nitrogenadas, como esterco ou restos de animais. Também é popularmente conhecida como erva-dos-tinhosos, pegamassa, carrapicho-de-carneiro e carrapicho-grande.
Conhecida e utilizada desde a Antiguidade, a bardana é uma planta fabulosa, de infinitas qualidades nutricionais e terapêuticas, empregada como um delicioso alimento e, também, utilizada como um excelente medicamento para várias moléstias.
Todas as partes da planta são úteis e eficazes, principalmente quando utilizadas frescas. As raízes e as folhas tenras podem ser utilizadas como alimento. Na Europa as folhas e brotos novos são consumidos como verdura.
Apesar de saborosa, seu consumo é pouco difundido no Brasil, mas é muito utilizada pelos japoneses, o povo que mais a consome, e, também, por adeptos da alimentação macrobiótica, integral, natural e antroposófica.
A bardana de uma planta herbácea especial, totalmente atóxica, cujo êxito medicinal data da Antiguidade e nunca foi contestado através dos séculos. Sozinha, ela, praticamente, funciona como uma farmácia inteira. Pode ser empregada até mesmo diariamente por longos períodos.
Possui uma grande capacidade depurativa, ou seja, consegue eliminar toxinas que muitas vezes ficam retidas no sangue e que podem ser a origem de inúmeras doenças: gota, doenças de pele como psoríase, furúnculos e eczemas, reumatismo, males digestivos. Sua principal indicação terapêutica é em doenças crônicas da pele. Isto pode ser explicado pela presença de um princípio antibiótico eficiente sobre as bactérias gram+ tipo estafilococos e estreptococos, sendo muito ativo em afecções do tipo furunculose e acne, aliviando o tormento de muitos adolescentes, além de promover a cicatrização de feridas e ulcerações consideradas rebeldes.
Por sua ação fungicida, é utilizada nos tratamentos de afecções do trato genital e suas propriedades diuréticas e sudoríferas, auxiliam nos processos reumáticos e gotosos, sendo considerada uma boa planta para eliminar o ácido úrico.
Entre seus constituintes podemos citar a lapatina, a inulina ( um composto que imita as funções da insulina humana), fuquinona, oleo essencial, glicosídeos, mucilagens, principio antibiótico, ácido clorogênico, e vitaminas do complexo-B
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SÁLVIA.
SALVIA OFFICINALIS L
O seu nome científico, Salvia, tem origem no latim salvere, “curar”, “salvar”, numa alusão às propriedades curativas da planta. O país onde mais se utiliza a salvia é Itália, onde serve para condimentar pratos de carne e molhos.
A infusão das suas folhas, misturadas com as de alecrim e tomilho, dão vigor e brilho ao cabelo. É um ótimo repelente de insetos e pode ser colocada em armários para proteger a roupa. As folhas são uma alternativa à escova de dentes, quando esta não está presente, pois com elas podemos facilmente limpá-los.
A escola de Salermo atribui-lhe o seguinte axioma: “se existisse algum remédio contra o poder da morte, o homem não morreria no jardim onde cresce a salvia”, alusão feita esta às propriedades curativas da planta. A salvia ainda possui a propriedade de fechar os poros dilatando os; sendo usado como desodorante e antiperpirante, devido a presença dce flavonóides, taninos e ácidos organicos.
Na medicina caseira, suas folhas são utilizadas para indigetão problemas de figado, contra lactação, salivação e suor excessivos, contra ansiedade, depressão e problemas relacionados a menopausa. È ainda usada para aliviar as crises de gota (ácido úrico), dispepsias, astenia, diabetes, bronquite crônica e intestino preso.
A salvia é considerada um importante anti-sudorífico, pelo efeito sedativo sobre o centro do calor, desta forma também diminuindo a secreção lactea e salivar. Esta propriedade, faz da sálvia um medicamento seguro nas escolhas que requeiram ser utilizados em pacientes com hiperidrose como febres, tuberculose, menopausa e sudorese nervosa.
Planta popular em varias regiões do brasil, porém ainda pouco estudada cientificamente. Seu uso ainda tem como base as tradições populares. É ainda utilizada como um excelente tônico mental na medicina caseira, colocada em maceração no vinho branco ingerindo-se um cálice pela manhã.
Entre seus constituintes químicos podemos destacar a presença de alguns oleos essenciais como borneol, cineol, cânfora e tuiona ao qual tem se atribuido leve efeito alucínógeno, ainda não evidenciado.
- Ácido rosmarínico, flavonóides, taninos, substância estrôgenica, substância amarga (picrosalvina), ácido clorogênico e labiático, saponinas, resinas, e mucilagens.
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ALFAFA
Medigago Sativa L.
Planta herbácea, perene, ereta e ramificada, levemente aromática, de 40 a 90cm de altura, com raíz pivotante muito profunda nativa da Asia Ocidental, e muito cultivada nos Estados Unidos, Rússia e Canadá. No Brasil, é cultiva em pequena escala no sul do Brasil, com pouco direcionamento ao comércio fitoterápico.
È amplamente conhecida como umas das principais forrageiras para produção de feno, devido ao seu alto teor nutritivo e muito empregada pelos árabes para alimentação de seus cavalos puro sangue e hoje difundido a grande maioria de criadores de cavalos de raça.
Planta muito rica em nutrientes, como proteinas, sais minerais, pró-vitamina A e vitaminas do complexo B, C, D e principalmente K., tem sido amplamente utilizada na alimentação humana prevenindo e tratando o escorbuto e o raquitismo. Também muito utilizada por adeptos da alimentação vegetariana, na forma de brotos de sementes germinadas. Por sua riqueza em nutrientes, a alfafa supre as necessidades vitamínicas, minerais e protéicas. Age também nas anemias causadas por deficiência de ferro, bem como nas hemorragias ocasionadas pela falta de potássio. Por ser rica em vitamina K, auxilia nos processos de coagulação sanguínia e protege contra hemorragias. Suas enzimas facilitam a digestão e alguns autores sugerem que a alfafa possui propriedades diuréticas. Age também como um revigorante na fadiga e problemas resultantes de uma alimentação insuficiente. È também usado com bons resultados nos casos de falta de apetite, má digestão, úlcera gástrica, afecções nervosas, cistite crônica.
Pode ser utilizada na forma de saladas, brotos ou chás mantendo seus princípios ativos, sendo sempre aconselhável a ingestão do produto, onde se conheça a procedência, dando preferência às produções caseiras com fins alimentícios voltados ao ser humano. Digo isso porque alguns produtores a vendem dos seus cultivares de fazenda, e com isso diminuem-se suas qualidades terapêuticas além de se manter pouca higienização.
Entre seus constituintes podemos destacar a presença matérias nitrogenadas (6,5%), matérias graxas ( 1,33%), celulose, vitaminas B, C, D, E, K, sendo muito rica e pró-vitamina A (8000Ul/100g), e sais minerais em abundância como Cálcio, Ferro, Fósforo, Potássio e ainda saponinas, aminoácidos e enzimas.
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Carrapicho-de-carneiro
Acanthospermum Australe L.
Segundo Lorenzi (1991), o carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum Australe L.) é uma planta anual, herbácea, espinhenta, ereta, caule denso-pubescente, medindo de 30 cm a 100 cm de altura, com reprodução por sementes. É uma séria infestante de lavouras agrícolas anuais e perenes, muito temida em lavouras de algodão onde seus frutos aderem à fibra durante a colheita, desvalorizando-a grandemente. Apresenta distribuição ampla nos estados do Paraná e São Paulo e regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Em lavouras de soja, na ausência de controle, tem sido observada a ocorrência de altas infestações da espécie cobrindo a cultura e dificultando posteriormente a sua colheita
Suas folhas e raízes são amplamente empregadas na medicina tradicional em muitas regiões do país onde são consideradas tônicas, diaforéticas, eupéptica, antiarréica, mucilaginosa, antimalárica, aromática, antiblenorrágica e febrifuga, embora não haja comprovação destas propriedades quanto a eficácia e segurança terapêutica de suas preparações. Assim, suas folhas e raízes são empregadas na forma de chás, por infusão ou decocção, contra anemia, erisipela e doenças do sistema urinário, bem como tosses, afecções febris, bronquite, dispepsia e diarréia.
Estudos químicos e farmacológicos visando validar as propriedades atribuídas pela medicina tradicional, levaram ao isolamento de flavonóides e do acanthostral, um germacranolídio, com atividade inibitória de tumores cancerosos e constataram que seu extrato cru foi parcialmente ativo contra Plasmodium falciparum, agente causador da malária sobre ratos infectados. Análises fitoquímicas de sua parte aérea ( folhas e ramos ) constataram a presença de muitas lactonas sesquiterpênicas e diterpênicas e oleo essencial rico elemeno, cariofileno, cadineno e germavrenoA.
Do extrato etanólico bruto das partes aéreas de Acanthospermum australe foram isolados os flavonóides: trifolina, hiperina, rutina, penduletina, axilarina, crisosplenol D e 5,7,4’-trihidroxi-3,6-dimetoxiflavona, quercetina, bem como o ácido cafeico (Debenedetti et al.1987; Shimizu et al. 1987) e 6-metoxi flavonóides (Debenedettis et al., 1987).
O amplo emprego desta planta nas práticas caseiras da medicina tradicional, aliada ao conhecimento preliminar de suas propriedades químicas e farmacológias se constituem em motivo suficiente para sua seleção, como tema de estudos mais aprofundados, com vista a um medicamento mais seguro e eficaz, diminuindo assim as reações adversas tão comum da medicina alopática.
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Graviola
Annona muricata L.
A graviola é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura) e encontrada em quase todos os países tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos. Os frutos tem forma ovalada, casca verde-pálida, são grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilogramas e dando o ano todo. Contém muitas sementes, pretas, envolvidas por uma polpa branca, de sabor agridoce, muito delicado e considerados por muitos semelhante àfruta-do-conde.
Desde março de 2003, e-mails circulam pela internet afirmando que o chá de graviola cura o câncer. Há diversos estudos sobre a anonacina, o composto da graviola que teria efeitos anticancerosos. No entanto, esses estudos foram somente realizados in vitro ou in vivo em animais, não existindo ainda nenhum estudo clínico, em humanos. Um motivo citado para a falta de estudos clínicos em humanos é o fato de não se poder patentear uma planta, o que leva os laboratórios que patrocinam os estudos a concentrarem as pesquisas nos princípios ativos, acetogeninas anonáceas (ACGs), em vez da planta. As acetogeninas anonáceas atuam através da depleção dos níveis de ATP ao inibir o complexo I na cadeia de transporte de elétrons nas mitocôndrias, e inibindo a NADH oxidase do plasma de membranas principalmente de células tumorais.
Seu uso na tradição popular se refere aos mais variados problemas de saúde: Colesterol, perder peso, antidiabética, espasmolítica, reumatismo e até msmo tratamento do câncer. Seu estudo fitoquímico mostrou que as folhas contém até 1,8% de oleo essencial rico em beta-cariofileno, gama-cardineno e alfa-elemeno, enquanto que é obtido do fruto ésteres e compostos nitrogenados como substância responsável pelo seu aroma.
Na composição química do fruto estão presentes açúcares, tanino, ácido ascórbico, pectinas e vitaminas A( beta-caroteno ), C e do complexo B, enquanto nas folhas, casca e raiz desta planta foram identificados vários alcalóides descritos como reticulina, coreximina, coclarina, e anomurina. Nas sementes foram registradas o ciclopeptídeo anomuricatina e várias acetogeninas, que são encontradas também nas folhas, casca e raízes desta planta. As acetogeninas formam uma nova classe de compostos naturais de natureza policetídica de grande interesse dos farmacologistas e quimicos de produtos naturais em todo o mundo, por serem farmacologicamente muito ativas como antitumoral e inseticida, sendo a mais ativa delas a anonacina; uma outra substãncia desta classe mostrou intensa atividade contra o adenocarcinoma do colon ( intestino grosso ), numa concentração 10.000 vezes menor do que a adriamycina, quimioterápico usado para o tratamento deste tipo de tumor.
Por tudo que se tem pesquisado sobre a graviola, pode se utilizar com grande segurança toda a planta de graviola, se observando sempre a cautela para não se usar produtos com indicaçôes milagrosas como tem ocorrido atualmente.
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BABOSA
Aloe Vera
Planta herbácea, suculenta, de até 1 m de altura, de origem provavelmente africana. Tem folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em rosetas presas a um caule muito curto, que quando cortadas deixam escoar um suco viscoso, amarelado e muito amargo. Esta é uma das plantas de uso tradicional mais antigo que se conhece, inclusive pelos judeus que costumavam envolver os mortos em lençol embebido no sumo de babosa, para retardar a putrefação e extrato de mirra, para encobrir o mal cheiro de morte, inclusive como ocorreu com Jesus Cristo ao ser retirado da cruz. Seu nome provém do hebráico halal ou alloeh, que significa substância amarga, brilhante; e vera vem do latim, que significa verdadeira. Conta-se que a babosa era um dos segredos da beleza de Cleópatra, ainda hoje utilizada por muitas empresas de cosméticos para os mais variados fins. Diz se também que o governo do E.U.A. reforçou os estoques desta planta para um eventual desastre nuclear, visto que a seiva da babosa protege a pele e cicatriza queimaduras.
Na medicina popular Ocidental seu uso mais comum é feito pelas mulheres para o trato dos cabelos e pele na forma de cremes e para aumentar a resistência orgânica na forma de xaropes. A análise fitoquimica de suas folhas revelou a presença de compostos de natureza antraquinônica, as aloínas e uma mucilagem constituída de um polissacarídeo de natureza complexa, o aloeferon, semelhante a arabinogalactana. O sumo mucilaginoso de suas folhas possui atividade fortemente cicatrizante que é devido ao polissacarídeo e uma boa ação antimicrobiana sobre bactérias e fungos, resultante do complexo fitoterápico formado pelo aloeferon, e as antraquinonas. È também indicada como cicatrizante nos casos de queimaduras, e ferimentos superficiais da pele, pela aplicação local do sumo fresco, diretamente ou cortando se uma folha, depois de bem limpa, de modo a deixar o gel exposto para servir como um delicado pincel; no caso de hemorróidas inflamadas, são usadas pequenos pedaços, cortadas de maneira apropriada e usadas como supositórios.
Pode ser usado ainda como laxante, purificador, no tratamento de constipação intestinal crônica, icteríci, afecções biliares, febre em ulcerações causadas pelo frio, pé-de-atleta e queimaduras solares. Quando usado internamente em pequenas doses, aumenta o fluxo menstrual; é usado ainda contra acne, psoríase, coceiras eczemas, erisipela, reumatismo, dores de cabeça, cicatrizantede pequenos ferimentos.
Deve ser sempre usada em pequenas doses e de preferência com orientação de um profissional ( mèdico/fitoterapeuta), pois os compostos antraquinônicos são tóxicos quando ingeridos em altas doses, sendo já registrados casos de morte com o uso de aproximadamente 20gr da planta fresca.
Em alguns locais de Minas Gerais, populares tem utilizado a babosa para regenerar as células, auxiliando no combate ao câncer, cortando-se as folhas de babosa ao meio, em seguida raspando sua poupa suculenta em uma pequena forma de gelo em cubos, onde a mantém congelada, tomando-se uma parte dos cubinhos juntamente com 500 mg de vitamina C, ou na falta deste com um copo de suco de laranja fresco. Apesar de longo tempo de uso da babosa, ainda existem poucas pesquisas cintíficas desta planta;
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Pulmonária.
Pulmonária Officinalis L.
O gênero Pulmonaria consta de 14 espécies de plantas perenes robustas, rizomatosas, de lento crescimento, nativas em bosques da Europa, Ásia e oeste da América do Norte. A origem do nome vem do latim "pulmo", pulmão, devido ao uso que se faz das plantas de várias espécies.A Pulmonaria officinalis é uma planta herbácea perene com rizoma subterrâneo e um tufo de caules angulosos, apresentando folhas alternas e rugosas ao tato. Na extremidade de cada caule forma-se uma haste escorpióide de flores primeiro rosadas, ficando azuladas após a fecundação. Os frutos são tetraquênios. É uma espécie européia que cresce nos bosques claros. Sempre foi usada para tratamento dos pulmões e especialmente da tuberculose, como testemunha o seu nome genérico: pulmonaria. Por seu conteúdo de saponinas possui ação expectorante, balsâmica, diurética e sudorífica.A Pulmonaria é una planta remineralizante por sua grande riqueza em sais minerales e sobre todos, o silício que favorece a cicatrização das lesões ósseas, aumenta a resistência de tecido conjuntivo e aumenta a atividade leucocitária frente às infecções Tambem possui certa atividade antigonadotrópica. Em uso externo é emoliente, antiinflamatória e cicatrizante.Se utiliza sobre todas as afeccões de vías respiratorias: tosse, bronquites, faringites, tuberculose pulmomar, gingivites, Reumatismos, fraturas ósseas. Como todos dos Tusílagos, tem que haver cuidado, não se aconselha dar durante muito tempo seguido devido a seu elevado teor de alcalóides pirrolisidínicos, pois são hepatotóxicos. Embora nenhuma evidência de estudos clínicos tenham se aprofundado, seu uso na medicina caseira já é de longo uso pelas populações tradicionais, para os mais variados males, principalmente para doença respiratória, que tem sido tradicionalmente utilizado para aliviar a respiração difícil - como a bronquite - e seus sintomas relacionados, como tosse e dores de garganta. Pulmonária é conhecida por conter pequenas quantidades de taninos, o que pode exercer um efeito sobre a secagem dos tecidos respiratórios. Pela sua elevada percentagem de mucilagem, pode contribuir para diminuir a irritação das mucosas. Mucilagem é uma substância natural liquido gomoso presentes no revestimento de muitas sementes. Embora não seja possível dissolve-la em água, as mucilagem formam uma massa espessa e pegajosa, quando expostos a fluidos. Os taninos da pulmonária também pode ter um ligeiro efeito adstringentes quando aplicado à pele. Astringentes tem a propriedade de encolher e apertar o topo das camadas da pele, reduzindo assim secreções, aliviando a irritação, e melhorar a firmeza dos tecidos. Devido a este efeito, tem sido utilizado como lavagem, em uso externo também para hemorróidas e pequenas lesões cutâneas, tais como ferimentos e queimadura solar.
Dentro de sua composição química destaca-se as mucilagens e alantoína que lhe conferem propriedades emolientes e cicatrizantes, os taninos que lhe proporcionam uma ligeira ação adstringente, saponinas e ácido silícico.
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JOÁ-DE-CAPOTE
Physalis angulata L.
A physalis é uma fruta que tem tudo para ser considerada exótica: nome, aparência e preço. Apesar disso, no Norte e Nordeste do país é comum nos quintais e é conhecida por nomes que não podiam ser mais brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã e mata-fome. Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas. Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia. Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura. As frutas são delicadas, pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao alaranjado, envolvidas por uma folha fina e seca, em forma de balão. Com sabor doce, levemente ácido, a physalis é consumida ao natural e usada na preparação de doces, geléias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e carnes. É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides. Purifica o sangue, fortalece o sistema imunológico, alivia dores de garganta e ajuda a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado.
Pesquisas reveleram que alguns princípios ativos presentes nos frutos ajudariam a evitar a rejeição aos órgãos transplantados, mas ainda não há comprovação definitiva. Estudos farmacológicos recentes ainda em andamento mostraram em animais de laboratório, forte atividade imuno-estimulante, ação citotóxica para diversos tipos de células cancerígenas, atividade anti-viral, inclusive contra HIV e o HSV-1, causador da herpes labial. Estas pesquisas tem-se focalizado mais na forte atividade antiviral desta planta com resultados positivos in vitro contra o vírus da pólio, bem como o HIV 1, em fase de andamanto. Apesar de sua popularidade no Norte e Nordeste, a physalis ainda é novidade no Sul e Sudeste. Já é encontrada nos supermercados, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, mas grande parte é importada da Colômbia a um preço alto: uma cestinha com 100 gramas custa entre oito e dez reais. Isso ocorre porque a produção comercial no Brasil é pequena. Mas a situação está mudando. Desde 1999, a Estação Experimental Santa Luzia desenvolve o plantio de physalis e comercializa sementes da fruta para produtores de várias regiões do país. O resultado tem sido excelente e a cultura tem-se revelado como uma boa alternativa para o pequeno e médio produtor.
Com base na medicina tradicional, praticada por nossos indíos amazônicos pode ser usada com segurança para os mais variados males, em doses baixas, pois como todas as plantas da família Solanaea, também possui pequena atividade tóxica na folha.
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Nóz-Moscada
Myristica fragans W.
A noz-moscada foi encontrada inicialmente nas Ilhas Molucas, e de lá se espalhou para o mundo todo. Já no século XII se encontrava em vários países da Europa. Durante este período verificava-se a riqueza de uma pessoa observando o quanto de noz-moscada ele ralava sobre os pratos servidos aos visitantes. No século XIV uma libra de noz-moscada custava na Inglaterra o equivalente a 3 ovelhas, e na Alemanha a 7 bois. Ainda no século XVIII a noz-moscada continuava a ser a especiaria mais cara na Europa, e só foi diminuindo de preço com grandes plantios em outras regiões e a quebra do monopólio dos holandeses. Atualmente a região das Antilhas produz em grande quantidade, sendo provavelmente o Haiti o maior produtor mundial. No Brasil existia uma tentativa de cultivo comercial no sul da Bahia, liderado pela CEPLAC, mas até o momento não mostrou resultados econômicos.
No século 18, por ser um dos condimentos mais caros da epóca, estimulava as disputas entre os povos e as estratégias para a obtenção de sementes mudavam constantemente. Suas sementes são ricas em gorduras ( 60% - 70%), utilizadas tambem como combustível. Suas folhas, cascas e resinas do tronco são empregadas na medicina popular regional, principalmente contra males do estômago, cólicas intestinais, erisipelas, inflamaçôes, ferimentos e como cicatrizante. À resina da casca, é atribuída, a propriedade resolutiva ou rubefaciente. O decoto da casca auxilia no controle de úlceras, erisipelas, infecções e ferimentos. O chá das folhas é empregado para problemas estomacais. A substância gordurosa contida nas sementes é usada externamente em massagens contra aftas e hemorróidas. Os indígenas Wayãpi das Guianas usam as raízes aéreas novas que surgem na base do tronco para o preparo de decocção ingerida contra tosse. Já os Palikur empregam a casca como remédio corrente, usado tanto como emoliente nos casos de feridas e erisipelas, como desinfetante oral nos casos de abcessos dentários. Estas indicações ainda não tiveram comprovações científicas, sendo baseadas na tradição popular.
O estudo químico desta planta revelou a resença de diarilpropanóides na madeira e neolignanas nas folhas, compostos que apresentam interessantes propriedades biológicas. A aplicação da neolignana obtida desta espécie num ensaio para avaliações da capacidade protetora contra a penetração de cercáreas, forma larval do agente causador da equistossomose, apresentou a maior eficiência entre as neolignanas extraídas de plantas de espécies diferentes, cortando um elo da cadeia infecciosa Schistosoma-homem-caramujo-cercárea-homem, que ocorre quando qualquer parte do corpo do homem é mergulhada na água contendo estas larvas. Ainda segundo estudos superficiais, a nóz - moscada e as cascas desta planta, contêm substâncias alucinógenas, o miristicim e elemicim . As estruturas químicas de ambas são como a mescalina, semelhantes à da norepinefrina ou anfetaminas criadas em laboratório.
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Psilio
Pssyllium Plantago L.
O psyllium cujo nome científico é Plantago psyllium L., pertence a família Plantaginaceae.O psyllium é uma erva que mede menos de 50 cm e produz flores brancas, agrupadas em espigas na ponta de pequenas hastes. Cresce espontaneamente nos solos áridos e arenosos do Mediterrâneo.Seu nome deriva do grego psylla (pulga), referindo-se a semelhança de suas sementes com este inseto.O seu uso foi popularizado com o advento dos árabes e persas na Índia e começou a ser utilizada pelos europeus no início do século XIX.Com exceção da casca da semente, onde encontra-se grande quantidade de fibras, as demais partes não tem uso medicinal.
O efeito benéfico da ingestão de fibras solúveis é um fato amplamente conhecido. O Psyllium que é uma fibra solúvel extraída de uma planta ( Plantago psyllium ou Plantago areana ou Plantago ovata). O Psyllium por ser rico em fibra do tipo solúvel possui uma enorme capacidade de reter água, a esta característica chamamos de capacidade hidrófila, que no caso do Psyllium a relação é para cada grama da fibra ocorre uma retenção entre 10 gramas de água. Por causa desta enorme capacidade de reter água, conseqüentemente o Psyllium forma um gel viscoso, capaz de ligar-se a moléculas tais como, proteínas e carboidratos simples (açúcares). O Psyllium também foi estudado por RIGAUD et al. (1998) em relação aos seus efeitos sobre a saciedade em dietas de baixa caloria. No estudo verificou-se que pelo fato de ocorrer um aumento na viscosidade do alimento quando em contato com as fibras solúveis do Psyllium, reduz-se conseqüentemente a interação entre os nutrientes dos alimentos e as enzimas digestivas, e com isto também ocorre um retardamento na absorção de alguns substratos energéticos pelo intestino. Outro importante efeito do Psyllium, refere-se a capacidade laxativa, uma vez que ele facilita a propulsão do cólon, bem como permite que as fezes tornem-se mais úmidas do que com outras fibras. Um estudo de MARLETT et al. (2000) verificou que o gel do Psyllium escapa da fermentação microbiana ao contrário do que ocorre com outras fibras viscosas.O efeito do Psyllium sobre às doenças crônico-degenerativas, foi analisado em 2000 por ANDERSON et al. onde ocorreu uma suplementação de Psyllium por longo prazo (26 semanas) na dieta de homens e mulheres com hipercolesterolemia (colesterol alto ). O resultado foi um decréscimo de 4,7% do colesterol total e 6,7% do colesterol-LDL do grupo do Psyllium em relação ao placebo. Um outro estudo ANDERSON et al. foi realizado com homens com diabetes tipo 2 e hipercolesterolemia por 8 semanas, e neste estudo também a suplementação com Psyllium mostrou-se eficaz no grupo tratado com Psyllium em relação ao grupo tratado com placebo.
O pssylium, além de normalizar o trânsito intestinal, pela captação de água, aumenta o tamanho do bolo fecal, também elimina os ácidos biliares, reduzindo com isto os níveis de colesterol. No estômago, liga-se à água e aumenta de tamanho, proporcionando um atraso do esvaziamento gástrico aumentando a sensação de saciedade sendo usado desta forma como auxiliar importante nos regimes de emagrecimento.
Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa
Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
Casa dos chás, rua Sete de Setembro, 1226. 3032-2077
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ABAJERÚ
Chrysobalanus icaco L.
O arbusto conhecido como abajeru é encontrado principalmente na África ocidental e nas áreas tropicais das Américas. Trata-se de planta que cresce essencialmente em regiões de restinga e é comum no Sudeste do Brasil, especialmente nas restingas litorâneas e na margem dos grandes rios próximos ao oceano.
O abajeru é usado pela medicina popular no tratamento da diabetes, diarréia crônica, blenorragia, e catarro da bexiga.O que chamou a atenção dos pesquisadores para estudar seus compostos químicos, foi justamente seu forte poder hipoglicemiante, encontrado no chás de suas cascas. Após algum tempo de estudos, cientistas brasileiros isolaram nas folhas do ABAJERÚ (Chrysobalanus icaco) uma substância anticancerígena, o ácido pomólico, capaz de destruir diversos tipos de tumores. O composto surpreendeu os pesquisadores ao apresentar atividade também contra células cancerosas resistentes a múltiplas drogas, uma característica considerada rara pelos cientistas. O grupo da UFRJ considerou a descoberta tão promissora que decidiu patentear a substância. O composto acaba de ser registrado no Tratado de Cooperação de Patentes, acordo internacional que cobre 122 países. A UFRJ ficará com 70% dos recursos gerados, enquanto os 30% restantes serão divididos entre as cientistas. A atividade anticancerígena foi constatada em laboratório, em testes realizados com linhagens de células de tumores de mama, cérebro, pulmão, intestino, laringe e medula. 'O que mais chamou a atenção dos pesquisadores, foi observar que a substância matava também linhagem de células de leucemia resistentes a múltiplas drogas', afirmou a pesquisadora Cerli Rocha Gattass, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas, que está coordenando os testes. Uma característica particularmente valiosa do ácido, só encontrada em um número muito reduzido de compostos, é sua capacidade de afetar células com resistência a múltiplas drogas (MDR), principal causa da falha de quimioterápicos. A resistência a quimioterápicos normalmente usados no combate à doença é um problema sério porque praticamente inviabiliza o tratamento. Segundo os cientistas, substâncias capazes de matar a célula doente e, ao mesmo tempo, driblar a resistência são muito raras. No Brasil, não há nenhuma patenteada. O ABAJERÚ foi alvo do estudo da pesquisadora Maria Auxiliadora Kaplan e sua aluna de doutorado, Raquel Oliveira Castilho, do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais da UFRJ. A doutoranda isolou várias substâncias da planta, das quais três foram testadas para detectar atividade anticancerígena. O ácido pomólico foi o mais efetivo. "Ele atua induzindo a apoptose, a morte celular programada, nas células cancerosas", explica a biofísica Cerli Rocha Gattass, chefe do Laboratório de Imunoparasitologia da UFRJ, que coordenou os testes. A substância apresenta ainda uma baixa letalidade de células normais, apenas 12% a 14%, e requer uma menor dose para surtir o mesmo efeito de outros quimioterápicos, como a cisplatina. A maneira pela qual o ácido consegue evitar a MDR ainda não está esclarecida. A resistência funciona a partir de proteínas que atuam como bombas, expulsando os medicamentos para fora da célula e reduzindo sua efetividade. "O ácido pomólico surpreendeu porque conseguiu afetar células de um tipo de leucemia que expressa MDR -- uma das linhagens mais resistentes", revela a biomédica Vivian Rumjanek, chefe do Laboratório de Imunologia Tumoral e que também coordenou os testes.
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PORTULACA
Portulaca Oleracea L.
Portulaca oleracea (Beldroega, Ora-pro-nobis) é uma planta herbácea anual, com talos espessos, tenros e rasteiros, folhas carnosas, de até 3cm de tamanho, com grande quantidade de reserva de água. Flores pequenas amarelas com 4 a 6 pétalas aparecem no verão. A planta cresce em terra úmida, bem-escoada e ao sol. A propagação é feita através de sementes na primavera. Portulaca oleracea cultivada é, às vezes, tratada como uma variedade distinta, denominada sativa. Uma recente pesquisa mostrou que Portulaca oleracea é uma rica fonte de ácidos gordurosos ômega-3, os quais são considerados como importantes para a prevenção de ataques do coração e fortalecedor do sistema imune. Portulaca oleracea foi primeiramente descrita na literatura médica chinesa no ano 500. Portulaca grandiflora (planta do sol) também é usada, principalmente na forma de suco fresco, para hepatite ou como uma loção para mordidas de serpentes e insetos, queimaduras e eczemas. É usada a planta inteira ou apenas as folhas. Uma erva azeda, diurética, refrescante, que abaixa a febre e limpa toxinas. É efetiva contra muitas infecções bacterianas. Na medicina tradicional, são usadas ainda contra cistites, hemóptise, cólicas renais, queimaduras e úlceras, disenteria, enterite aguda, apendicite, mastite, hemorróidas e sangramento pós-parto. Não deve ser dado às mulheres grávidas ou pacientes com problemas digestivos. Externamente é usada para queimaduras, mordidas de serpente, picadas de abelha ou insetos e eczema. Na culinária, as folhas são cozidas e consumidas como legumes, conservadas em vinagre e são adicionadas em molhos e saladas, mas esse uso não deve ser exagerado, pois às vezes as plantas acumulam oxalatos, que são tóxicos. Devem ser escolhidos as folhas e brotos novos, antes de florescerem, e usados frescos.
Os indígenas das Guianas usam na contra diabetes, como emoliente, e externamente como ungüento para problemas musculares. È considerada um excelente tônico, e depurativo do sangue.
Estudos clínicos, tem mostrado que esta planta devido ao seu alto teor de de omega-3, ajuda a proteger todo o sistema cardiovascular, e o sistema imunológico. Em outro estudo clínico, além do seu efeito hipertensivo de seu extrato aquoso, devido a presença de catecolaminas, verificou-se também a presença de atividade relaxante da musculatura esquelética.
Entre seus contituintes podemos destacar o ácido oxálico, sais de potássio (nitrato, cloreto e sulfato) ( 1% na planta fresca e 70% na planta seca), derivados da catecolamina (noradrenalina, DOPA e dopamina, em altas concentrações), ômega 3, sendo que possui um maior interesse na presença das catecolaminas, para efeito de pesquisas.
Mesmo sendo uma planta de presença marcante no brasil, suas pesquisas ainda caminham lentamente, e o que se sabe ainda são baseadas e indicaçôes tradicionais.
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SANGUE-DE-DRAGO
Croton urucurana Baill
Conversando com um amigo, que observou o uso desta planta, pela tribo Shuara em território equatoriano, me interessei em escrever sobre esta planta na coluna desta semana. Conhecida popularmente por sangue-de-drago, urucurana, lucurana ou sangue de dragão, está planta está registrada com o nome científico Croton urucurana Baill. Árvore de 6 a 8 metros de altura, de copa aberta e tronco claro com até 20cm de diâmetro, folhas em forma de coração, coloração vermelho-amarelada quando próximas a cair. Seu nome popular se deve a liberaração de uma seiva que quando cortada ou ferida, ao entrar em contato com o oxigênio , se torna resinosa e vermelha como o sangue.
A resina vermelha ou "sangue" tem uma longa história de uso indígena nas florestas tropicais da América do Sul. O relato mais antigo data do início do século XVII quando o explorador espanhol P. Bernabé Cobo, descobriu que os poderes curativos da planta eram largamente conhecidos pelas tribos indígenas do México, Peru e Equador. Por séculos a seiva foi usada sobre feridas para estancar sangramentos, acelerar a cura e proteger de infecções. A seiva seca rapidamente e forma uma barreira como uma segunda pele. Outros usos indígenas incluem febres intestinais, sangramentos pós parto e desordens da pele. Seu uso popular destaca-se pelo forte poder cicatrizante de ulceras e gastrite ou qualquer ferimento aberto, inclusive relatado e presenciado por este amigo em suas viagens. Desde sua descoberta por alguns laboratórios americanos, muitas pesquisas tem sido realizadas, muitas das quais ainda não concluídas. Os elementos constituintes do sangue de drago incluem proantocianadinas (antioxidantes), taninos e um alcalóide chamado taspine. Pesquisas de 1977 demonstram a habilidade da taspine em inibir a atividade polimerase de DNA RNA-dirigida nos virus mieloblastosis, Rauscher leucemia e sarcoma Simian. O alcalóide taspine foi pela primeira vez documentado com ações anti-inflamatórias em 1979. A ação cicatrizante do sangue de drago foi inicialmente atribuída ao alcalóide taspine em 1989. A dimetilcedrusina foi isolada pelos cientistas em 1993 e mostrou exercer um papel central nos efeitos cicatrizantes do sangue de drago. Este estudo belga revelou que a resina crua estimulava a contração de feridas, auxiliava na formação de uma crosta sobre a ferida, regenerava a pela mais rapidamente e assistia na formação de novo colágeno. A resina crua apresentava-se cerca de quatro vezes mais efetiva na ação cicatrizante do que o alcalóide taspine isolado.
A Shaman Pharmaceuticals registrou seu princípio ativo, o alcalóide taspina, que não é sintetizável em laboratório mas somente extraído a partir do látex, com o interesse de transformá-lo em medicamentos usados na terapia da diabetes e da diarréia associada ao vírus da AIDS. Sua estimativa é de um mercado potencial de 26 milhões de pessoas, apenas no continente americano. Como as reservas naturais da planta estão abaixo da linha do Equador, a Shaman projetou uma vasta plantação de Croton no Mato Grosso, para abastecer seu laboratório californiano. Chegou a treinar índios da região nos métodos de extração do látex, aperfeiçoados a partir da técnica tribal.
Suas pesquisas estão avançadas em alguns países e restrito ao conhecimento de seus laboratórios de pesquisa. Infelizmente as leis mundiais, não buscam salvaguardar os conhecimentos adquiridos pelas populações tradicionais e provavelmente dentro de alguns anos seus principios estarão a disposição da população a preços altos nas farmácias e inascessível a uma grande parcela populacional.
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PARIPAROBA
Pothomorphe Umbellata L.
Planta cultivada para fins ornamentais, é uma das plantas mais conhecidas da medicina popular brasileira, sendo empregada suas folhas, hastes e raízes. È utilizada na medicina tradicional para uma ampla variedades de doenças. É considerada diurética, antiepilética, antipirética, usada ainda contra doenças do fígado, inchaço e inflamação das pernas, erisipela e filariose. O decoto das raízes é usado contra doenças do figado e da vesícula. O chá de suas folhas é também um estimulante das funções do figado, da vesícula e das das funções estomacais, pancreáticas e do baço. Fazendo-se uma cataplasma de suas folhas em furúnculos, queimaduras leves, dores de cabeça e até mesmo reumatismo, se obtém ótimos resultados.
Um estudo farmacológico, com ratos confirmou, sua atividade antimalárica sobre Plasmódium berghei, tanto via oral como subcutânea. Num outro ensaio provou-se a ausência de atividade nutagênica desta planta. No seu extrato encontrou-se alta atividade antioxidante, devido a presença do composto “nerolidylcatechol” ao qual as pesquisas indicam forte poder amtioxidante.
Ensaios mostraram que essa substância ajuda a manter na pele que recebeu radiação ultravioleta B, níveis normais de concentração de alfa-tocoferol (vitamina E), que evita a oxidação das membranas celulares. Além disso, o 4-nerolidilcatecol impede o espessamento da epiderme (um dos processos precursores da formação do câncer de pele) e adia o envelhecimento, ao evitar que a elastina (proteína responsável pela elasticidade da pele) se torne mais densa, um dos fatores que levam às rugas. A descoberta foi o tema da tese de doutorado em farmácia de Cristina Dislich Ropke, orientada pela farmacêutica-bioquímica Silvia Berlanga de Moraes Barros. Segundo Barros, o 4-nerolidilcatecol apresentou, em experiências in vitro, um potencial antioxidante 10 vezes maior que o do alfa-tocoferol, já amplamente usado no mercado em formulações cosméticas. Esses resultados comprovam sua eficácia no combate aos radicais livres”, completa.
Constatou-se, nesses testes, que os animais nos quais o produto foi aplicado apresentaram, após várias sessões de exposição aos raios ultravioleta B, menor hiperplasia epitelial (aumento excessivo do número de células da epiderme da pele) do que animais não protegidos – essa redução chegou a 50%. Um fator importante observado é que as fibras de elastina e colágeno, que se encontram sob a pele e também se alteram quando sofrem radiação ultravioleta crônica, estavam preservadas após o uso do composto. Desta forma garantiu a elasticidade da pele, o que é um mecanismo interessante de ação. Quando se passa o produto e sofre a radiação, a pele não fica espessa. A qualidade da elastina e da derme é mantida”, explica Cristina. Notou-se também que a pele inflama menos, ou seja, fica menos vermelha – em contraste com o que ocorre com os banhistas na praia, que, dependendo do tempo de permanência sob o sol, ficam com a pele muito vermelha, como se fosse uma inflamação, e às vezes até inchada.
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GYMNEMA
Gymnema silvestre
A gymnema é uma planta trepadeira que cresce nos bosques tropicais da Índia, até bem pouco tempo ainda desconhecida em outros países. Ganhou fama, depois da descoberta de algumas propriedades emagrecedoras da planta, inclusive efeitos inibidores da compulsão por comer doces. A planta reduz, seletiva e temporariamente a sensibilidade às substâncias dôces, porque amortiza a vontade a nível cerebral pela identificação do gosto dôce, e quando mastigadas as folhas, interferem imediatamante na distinção de saborear o dôce.
A gymnema tem se utilizado no tratamento do diabetes as mais de 2000 anos na Índia e continua sendo amplamente utilizada nos casos de diabetes. Também amplamente utilizada nos casos de dor no estômago, obstipação intestinal, retenção de liquidos e problemas hepáticos.
A principal esperança nesta planta, diz respeito ao grande numero de diabéticos existentes hoje no mundo. Devido ao seu alto poder hipoglicêmico, a planta teve sua primeira documentação por volta de 1920 e desde então seu uso vem sendo estudada de forma lenta e gradual. As pesquisas recentes dão conta que a ingestão de suas folhas, aumentam o nível de insulina na corrente sanguínia, segundo a investigação com alguns voluntários. Estudos feitos com animais revelaram que isto pode ser devido a grande regeneração das células do pâncreas que secretam a insulina após algum tempo de ingestão da planta, inclusive com observações benéficas com relação ao colesterol, que observou-se baixa do mal colesterol e triglicerídeos. O responsável por estas ações podem ser devidas a presença de dois principais compostos; o Ácído Gymnemic e o Gurmarin , sendo que o primeiro tem-se mostrado como bloqueador do gosto dôce e o Gurmarin, que se origina do hindú “gurmar” que quer dizer “destruidor de açúcar”, pode ser o responsável por regenerar as células do pãncreas.
Os estudos mais recentes na India tem utilizado 400mg por dia do pó de gymnema (folhas), solúvel em agua na fase inicial de adultos diabéticos, fazendo uso por um periodo de 18 a 24 meses, com resultados significativos no controle do diabetes. Em pacientes diabéticos que necessitam do uso de insulina, se tem utilizado em conjunto de 2 a 4 gramas do pó por dia, sendo necessario acompanhamento médico devido a necessidade de baixar as doses de insulina.
As pesquisas estão ainda em estudos, mas já se pode garantir que possui poucas reações adversas, inclusive sendo usadas no període lactação sem maiores problemas relatados. O que se sabe que as populações tradicionais usam o chá de suas folhas, como altenativa segura no controle do diabetes. No Brasil seu uso tem-se restringido mais às dietas de emagrecimento, devido ao controle da vontade de ingestão de substâncias dôces.
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CONFREI
Symphytum officinale L.
Planta herbácea perene que se apresenta como uma pequena touceira, originária do Centro e Norte da Europa e da Ásia, da família Boraginaceae, de clima temperado e frio, perfeitamente aclimatada na região Centro-Sul do Brasil (PANIZZA, 1997). É conhecido popularmente por consolda, consolida, confrei-russo, leite-vegetal, capim-roxo-da-rússia, orelhas-de-asno, erva-do-cardeal, língua-de-vaca e erva-encanadeira-de-osso. Suas folhas são de formato entre lanceolado e oval, ásperas, com nervuras bem visíveis, sendo grandes na base da planta e menores um pouco na parte superior, chegando a quase meio metro de altura . Pelo seu alto teor de proteínas (28 a 30%), o confrei também é utilizado como planta forrageira (SARTÓRIO et al., 2000). Contém mucilagens, alantoína, alcalóides pirrolizidínicos, taninos, mucilagens, colina, sais minerais, vitaminas e ácido fólico (SARTÓRIO et al., 2000).
O Brasil está relacionado ao uso do confrei por longos anos. No início dos anos 80 foi amplamente divulgado na imprensa que esta planta teria fantásticas propriedades terapêuticas para uma série de doenças, incluindo a leucemia e até mesmo o câncer. A partir daí, muitas pessoas passaram a ingerir suco de confrei (folhas com água batidas no liqüidificador) regularmente. No entanto, estudos toxicológicos posteriores mostraram que o confrei possui uma substância extremamente tóxica para o fígado, o que acabou culminando na proibição de sua indicação para uso interno. Já quando usado externamente, o confrei apresenta excelentes propriedades cicatrizantes. Estudos tem demonstrado diversas propriedades terapêuticas, tais como atividade hemostática e antiinflamatória que são atribuídas à planta toda, mas principalmente às raízes e rizomas devido à presença de taninos e mucilagens; já a alta atividade cicatrizante, é atribuída à substância alantoína, que atua como regeneradora, estimulando o crescimento de tecidos novos e sadios (Duarte, 1984; Falcão et al., 2005). Nesse sentido recomenda-se a incorporação do extrato fluido de Symphytum em cremes evanescentes a fim de potencializar a ação umectante e emoliente de tais preparações (Soares et al., 1986). Outras propriedades terapêuticas, descritas para esta espécie são: anticoagulante (Chiryatey; Rusakova, 1994), bactericida, antifúngica e antihipertensiva (Sener; Atta-Ur, 1994). Morrison e West (1982) avaliaram o potencial hipoglicemiante de dezenas de espécies de plantas. O extrato aquoso das folhas de Symphytum officinale estava entre os menos ativos (Barbosa-Filho et al., 2005).
Extratos vegetais secos por aspersão têm sido utilizados como produtos finais e intermediários na obtenção de diferentes formas farmacêuticas (Vasconcelos et al., 2005). Apesar da forma fluida dos extratos ser a mais comumente comercializada, somente após a retirada de parte do liquido extrator é que as formulações sólidas, semi-sólidas ou líquidas podem ser preparadas. Outros estudos sobre o uso interno no confrei, indicam forte ação na inibição do desenvolvimento de tumores mamários, porém desaconselhado devido à sua toxicidade. Contém ainda algumas saponinas de ação antimicrobiana, contra Salmonella typhi, Staphylococus epidermitis e Streptoco-ccus faecalis, todos com amplas comprovações científicas.
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PAU-ANDRADE
Persea major Koop
Persea major é uma espécie da família Lauraceae, conhecida vulgarmente como “Pau-Andrade”, existente no Brasil desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Sua casca é utilizada na medicina tradicional como cicatrizante, principalmente de úlceras e gastrites estomacais com ótimos resultados, inclusive com respostas mais eficazes que o uso de medicamentos halopáticos já bem conhecidos, como ranitidina, cimetidina ou omeprazol. Evidentemente, constatou-se a necessidade da comprovação dos efeitos curadores dessa espécie através da realização de experimentos iniciados por Maranho (1994,1998), a qual constatou, em ensaios preliminares, que essa espécie apresenta inibição frente ao microorganismo Staplylococcus aureus, efeito este que pode estar associado ao processo de cicatrização. O objetivo deste trabalho foi a verificação da atividade antimicrobiana de Persea major. A atividade antimicrobiana do extrato bruto da casca foi testada qualitativamente com três espécies bacterianas e uma espécie fúngica: Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Candida sp. O teste qualitativo foi realizado pelo método de difusão em disco de papel (discos de 6 mm de diâmetro) e os resultados foram avaliados pela medição dos halos de inibição do crescimento microbiano contendo o extrato bruto. Foram considerados positivos halos de 10 mm de diâmetro ou mais. O teste qualitativo revelou atividade positiva para bactérias E. coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeroginosa e atividade negativa para fungo Candida sp. Os resultados obtidos mostraram ação bactericida da planta, portanto, justifica-se a continuidade do trabalho através do estudo químico, para isolamento e identificação do princípio ativo.
Outro estudo foi dirigido com o objetivo de avaliar o potencial gastroprotetor e a toxicidade aguda do extrato bruto hidroalcóolico da Persea major Kopp (EHA), validando o uso popular para o uso contra ulceras relatado logo acima. Camundongos Swiss foram tratados com EHA pelas vias oral (v.o.) e intraperitoneal (i.p.) com as doses de 0,125 a 10 g/kg e foram observados por 14 dias. A DL50 calculada após administração i.p. de EHA foi de 480 mg/kg e superior a 10 g/kg pela via oral, em camundongos. Ratos Wistar foram pré-tratados oralmente com EHA (30, 100,300 e 1000 mg/kg) antes da indução de lesões gástricas por etanol 70 por cento (0,5 mL/animal, v.o.), indometacina (20 mg/kg, s.c.) e estresse por contenção e hipotermia (durante 3 h a 4 ºC). O EHA protegeu a mucosa gástrica contra lesões induzidas por etanol, porém não protegeu contra as lesões induzidas por indometacina e estresse. Quando o EHA foi administrado pela via intraduodenal (i.d.), o volume, o pH e a acidez total da secreção gástrica de ratos com ligadura de piloro não foram alterados com diferentes doses do extrato. Os resultados obtidos sugerem um efeito citoprotetor contra ação necrosante direta do etanol pelo extrato bruto hidroalcoólico da Persea major e este efeito não está relacionado com a redução da secreção ácida gástrica.(AU).
Seu uso é amplo principalmente no estado do Paraná e algumas regiões de Santa Catarina, ainda pouco aprofundado de estudos científicos, porém segura quanto à propriedades toxicas.
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3 comentários:

Maria José disse...

Adorei esta informação sobre plantas medicinais. Apesar de poucos conhecimentos no assunto tenho mt interesse. De momento procurava informação sobre Physalis na gravidez e também procurava plantas medicinais anti-abortivas e que atenuassem os enjoos. Se me podesse dar informação por mail ficaria grata.
Cumprimentos
M.José

Luana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Liberdade Anárquica disse...

Muito interessante as plantas. Podem nos curar sem as reações das drogas da indústria médica farmacêutica . Livre da exploração capitalista .

PLANTAS MEDICINAIS

ALCACHOFRA...
BOLDO
CAMOMILA